ABBI – Associação Brasileira de Bioinovação
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12 de março de 2016

COP 21 – Estudo Inédito Marca Presença Brasileira

Capacidade do etanol celulósico para reduzir emissões de CO2 e impactos ambientais globais evidencia a liderança brasileira na bioeconomia

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, apresenta no próximo dia 5/12, na COP 21, em Paris, estudo realizado em conjunto pelo BNDES, CTBE (Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol), o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e a ABBI (Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial), que reforça a importância do etanol de segunda geração (E2G) na agenda global de mudanças climáticas e no avanço de uma economia baseada em fontes de energias renováveis, limpas, e que não competem com alimentos.

Com parque instalado de 500 milhões de litros/ano, o etanol celulósico ou E2G já é uma realidade. Atualmente existem sete plantas comerciais de etanol de segunda geração (2G) em operação no mundo, sendo duas no Brasil, que hoje possui capacidade instalada de 140 milhões de litros e a vice-liderança global da indústria. Outros 25 projetos estão previstos para a próxima década e irão acelerar a transição para uma economia de baixo carbono e servirão de plataforma para biorrefinarias.

A vocação natural (solo, clima e biomassa) e o pioneirismo brasileiro para produzir tecnologias e fontes alternativas aos combustíveis fósseis nos colocam na vanguarda da biotecnologia industrial. Com as políticas e incentivos corretos, o Brasil conquistará a liderança global da bioeconomia.

Produzido a partir de biomassa celulósica, utilizando resíduos diferentes culturas agrícolas e biotecnologias avançadas, o etanol de segunda geração (2G) já apresenta viabilidade tecnológica e econômica e viés de competitividade frente aos biocombustíveis tradicionais, podendo substituir o consumo global de gasolina em mais de 10% por etanol celulósico de biomassa não-alimentar.

O crescimento da produção e do uso do etanol de segunda geração (2G) é um compromisso reconhecido pelo governo brasileiro em seu INDC (Intended Nationally Determined Contribution) divulgado para a COP21 em outubro deste ano. Portanto, os benefícios ambientais do etanol de segunda geração (2G) precisam ser quantificados e qualificados para evidenciar seu papel decisivo na descarbonização da economia global e os enormes ganhos potenciais de produtividade e eficiência no uso sustentável de terras e outros recursos naturais através de sua produção e utilização.

O estudo que será apresentado na COP 21 fez uma análise do ciclo de vida (ACV) do E2G, medindo os benefícios ambientais de tecnologias atuais e futuras e as emissões de gases de efeito estufa (pegadas de carbono) de seu processo produtivo (cerca de 90% mais limpo que a gasolina), comprovando ser uma contribuição extremante relevante para atender os compromissos brasileiros para a agenda global de mudanças climáticas.

Para falar sobre os resultados do estudo e grande importância estratégica desta agenda para a consolidação da bioeconomia no Brasil e no mundo, Bernardo Silva, presidente da ABBI, está disponível para dialogar com público especializado e jornalistas durante esse período.

Sobre a ABBI

Fundada em abril de 2014, a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI) é uma organização civil sem fins lucrativos, apartidária, e de abrangência nacional, que se inspira na convicção de que o país detém hoje o maior potencial para tornar-se líder global da bioeconomia.

Representamos um setor que emprega ou desenvolve processos e produtos sustentáveis e renováveis em atividades de interesse econômico industrial através da biotecnologia. Os associados fundadores da ABBI são as seguintes empresas: Abengoa, BASF, Biochemtex, CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), Dow, DSM, DuPont, Granbio, Raízen, Novozymes e Solvay.