ABBI – Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial
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8 de junho de 2018

Decisão da CTNBio sobre organismo produzido por Técnica Inovadora de Melhoramento de Precisão é um marco para a biotecnologia industrial brasileira

Foto: Placa de Petri com levedura – imagem cedida pela GlobalYeast

 

Em reunião plenária da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizada ontem (07/06/2018), em Brasília, a CTNBio, após análise da carta-consulta protocolada pela GlobalYeast, empresa belgo-brasileira de biotecnologia industrial, entendeu que a levedura desenvolvida pela empresa não se enquadra na categoria de Organismo Geneticamente Modificado (OGM), nos termos da Legislação Brasileira de Biossegurança.

A levedura foi desenvolvida a partir de edições precisas no genoma que reproduziram, em uma cepa adaptada às condições industriais de produção de etanol combustível, características já existentes em outras cepas encontradas na natureza.

A consulta foi avaliada segundo os preceitos da Resolução Normativa Nº 16 da CTNBio (RN16), que determina que organismos desenvolvidos a partir de Técnicas Inovadoras de Melhoramento de Precisão (TIMPs) deverão ser analisados pela CTNBio quanto a seu enquadramento na definição de OGM, segundo a legislação brasileira de biossegurança.

As TIMPs são ferramentas modernas que possibilitam usos inovadores de soluções biotecnológicas. Uma delas é a revolucionária técnica CRISPR/Cas9, que permite a edição gênica de maneira precisa, sem que necessariamente seja criado um produto transgênico.

Por ser o primeiro caso avaliado no Brasil, a decisão da CNTBio é um marco na biotecnologia industrial brasileira e consolida o país na vanguarda da bioeconomia avançada global.

“As técnicas inovadoras de melhoramento de precisão (TIMP) que foram adotadas permitiram que a equipe da GlobalYeast pudesse desenvolver cepas de leveduras que poderiam ocorrer na natureza ou obtidas por meio de técnicas de reprodução clássica, mas de forma mais direta, precisa e rápida. Essas técnicas foram aplicadas da forma mais responsável possível pela nossa equipe, conforme verificado cuidadosamente pela CTNBio.” – concluiu Marcelo do Amaral, CEO da companhia.

A RN16 foi publicada em janeiro de 2018, após quase três anos de discussão e aprovação unânime pela CTNBio, reforçando o trabalho exemplar que a instituição e o seu colegiado técnico vêm desempenhando na viabilização de inovações brasileiras e na consolidação da bioeconomia avançada.

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