ABBI – Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial
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20 de setembro de 2018

GlobalYeast resolve grandes desafios de sustentabilidade com microorganismos

 

Com as consequências das mudanças climáticas já afetando a disponibilidade de alimentos e energia em algumas das áreas mais vulneráveis ​​do mundo, respostas inovadoras aos desafios da sustentabilidade são necessárias agora mais do que nunca. A empresa belgo-brasileira de biotecnologia GlobalYeast, uma startup da VIB-KU Leuven, busca combater os efeitos das mudanças climáticas com seus micro-organismos produtores de biocombustíveis – criados com a ajuda de técnicas inovadoras de melhoramento de precisão. Estas novas variedades de levedura serão muito úteis no apoio à economia circular. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil já confirmou que esses organismos são considerados leveduras não-transgênicas.

Biotecnologia avançada: apoio ao bioetanol avançado

O método tradicional de extração de bioetanol a partir de plantas é baseado principalmente na biotecnologia de levedura consolidada. Por exemplo, o etanol da cana-de-açúcar, a segunda matéria-prima mais utilizada no mundo, é produzido usando leveduras convencionais, que não foram desenvolvidas para enfrentar os desafios atuais e futuros. Por outro lado, as leveduras avançadas de biotecnologia são projetadas para superar os limites existentes da tecnologia atual. Estes incluem conversão e rendimento, geração de subprodutos e tolerância a fatores de estresse, entre outros.

“Desenvolvemos micro-organismos que produzem etanol de forma mais sustentável, conforme estipulado no Acordo de Paris, com o objetivo final de reduzir as emissões de carbono”, explica o CEO da GlobalYeast, Marcelo do Amaral. “Constantemente procuramos criar leveduras cada vez mais eficientes, capazes de gerar mais bioetanol usando as mesmas quantidades de insumos”.

Ao fazê-lo, a GlobalYeast conta com o uso de novas técnicas de melhoramento de precisão, que permitem a introdução rápida e meticulosa de mudanças genéticas desejáveis ​​em suas leveduras que também ocorrem na natureza. Essas técnicas precisas oferecem benefícios importantes em relação aos métodos tradicionais de reprodução, que são mais lentos, menos controlados e podem resultar em alterações genéticas imprevistas.

Novas oportunidades em um mercado global em crescimento

As vantagens ​​das inovações da GlobalYeast em termos de sustentabilidade não passaram despercebidas pelos formuladores de políticas ambientais do Brasil e pelas principais atores do segmento de biocombustíveis. A melhoria da eficiência energética e sustentabilidade dos biocombustíveis é um dos principais objetivos da regulamentação RenovaBio do Brasil, que foi recentemente introduzida como resultado do compromisso do país com o Acordo de Paris de 2015. A GlobalYeast é a primeira empresa no Brasil a receber um parecer favorável da CTNbio em relação à classificação de suas leveduras como organismos não-OGMs – ressaltando sua segurança e superando obstáculos regulatórios dispendiosos e demorados que podem limitar o progresso tecnológico crucial.

“Como resultado desta decisão cientificamente apoiada pela comissão, a GlobalYeast pode ajudar a impulsionar a transição para a economia circular sem ser prejudicada por regras que não se aplicam a essa tecnologia”, continua o Dr. do Amaral. “Aplicamos técnicas de melhoramento genético às nossas leveduras com o maior cuidado e compromisso com a segurança, conforme validado pela CTNBio.”

Ainda mais, a decisão oferece uma nova rota para a GlobalYeast melhorar sua tecnologia com o objetivo de trazer melhores soluções para um mercado em crescimento. “A maioria dos players do mercado hoje faz uso limitado de biotecnologia avançada no desenvolvimento de leveduras. Temos a vantagem de ser um dos pioneiros, desempenhando um papel relevante no mercado global de nossos laboratórios em Leuven ”, conclui o Dr. do Amaral.

Esta é uma tradução do texto original em inglês.