ABBI – Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial
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26 de julho de 2018

Protagonistas do futuro sustentável: conheça os vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018

Foto: Guilherme Bordini

Ideias da Embrapa Agroenergia, Integra Bioprocessos e Raízen propõem novo modelo econômico e são homenageadas no Fórum Brasil Bioeconomia 2018

São Paulo, 26 de julho de 2018 – Embrapa Agroenergia, Integra Bioprocessos e Raízen foram as ganhadoras do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018. As soluções apresentadas pelas empresas foram escolhidas pela comissão julgadora como exemplos inovadores para acelerar a consolidação da bioeconomia avançada brasileira. A premiação aconteceu nesta quinta-feira, 26/07, na Casa Bisutti, em São Paulo, e contou com a presença de mais de 200 representantes da indústria e do governo, além de investidores, pesquisadores, imprensa, formadores de opinião e sociedade civil.

Segundo o presidente da realizadora do Prêmio, a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva, a bioeconomia avançada é o caminho para encararmos os principais desafios da humanidade, a exemplo daqueles relacionados à erradicação da pobreza, à segurança alimentar, à saúde e às mudanças climáticas. “Estamos felizes pelo altíssimo nível das mais de 30 soluções apresentadas pelos candidatos e ainda mais satisfeitos em anunciar os ganhadores, projetos inovadores que estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, comemora Bernardo. Os ODS são metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o cumprimento de uma agenda de desenvolvimento sustentável até 2030.

Os vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018

Dentre os homenageados, o projeto da Embrapa Agroenergia – Bioprocesso para produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica – foi o premiado na categoria Ideia. Segundo João Ricardo M. Almeida, coordenador técnico do projeto e chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, a iniciativa tem como objetivo agregar valor a resíduos agroindustriais, mais especificamente com o aproveitamento do açúcar xilose presente em biomassas – como no bagaço de cana-de-açúcar.

“Empregando ferramentas de biotecnologia, desenvolvemos uma levedura capaz de transformar a xilose em ácido xilônico, um composto que pode ser empregado na indústria química e alimentícia. Com isso, estamos agregando valor a resíduos de biomassa, reduzindo impactos ambientais e desenvolvendo uma indústria mais sustentável”, explica Almeida. Ainda segundo o pesquisador, o prêmio representa a valorização da biotecnologia no Brasil e um incentivo ao desenvolvimento de produtos de vanguarda. “É gratificante saber que estamos no caminho certo; estamos orgulhosos do nosso trabalho e de termos sido reconhecidos”, completa.

Já na categoria Start-ups & Scale-ups, a solução proposta pela Integra Bioprocessos foi a premiada. O projeto da start-up de biotecnologia utiliza o principal resíduo da indústria de biodiesel para produção de um bioplástico, o Poliácido Lático. A proposta, que está alinhada ao conceito de economia circular, não deixa resíduos e reduz os impactos no meio ambiente.

“Atualmente, temos milhares de toneladas de plástico depositadas nos oceanos. A tecnologia que desenvolvemos resulta na produção de um tipo de bioplástico – o Poliácido Lático – que pode ser degradado em menos de um mês, ao contrário dos 1.000 anos de um plástico comum”, afirma Nádia Skorupa Parachin, Sócia Co-Fundadora da Integra Bioprocessos. Segundo ela, a empresa de biotecnologia foi fundada com a convicção de que bioeconomia se consolidaria no Brasil como uma maneira de reduzir impactos no meio ambiente e otimizar recursos naturais. “Esse prêmio nos mostra que este é o caminho certo para o desenvolvimento do país; é um prazer e uma honra recebê-lo”, finaliza.

O projeto “Produção industrial de etanol segunda geração a partir de xilose”, desenvolvido pela Raízen, foi o escolhido na categoria Empresas-Âncora. A iniciativa propõe a utilização integral dos açúcares presentes no bagaço da cana-de-açúcar. Com isso, é possível aumentar a produtividade de etanol por área plantada em torno de 35%. O projeto também contribui para a diversificação e absorção de mão de obra altamente especializada em um setor tradicional do agronegócio, com geração de novos empregos, contribuição para o fortalecimento da economia e benefício direto para a sociedade.

“Nosso objetivo é contribuir de forma significativa para que o setor agrícola e sucroenergético brasileiro assuma uma posição de protagonismo tecnológico no mundo. Vivemos um movimento de migração para geração de energia a partir de fontes renováveis, como a biomassa. O Brasil e a Raízen estão no centro desse esforço para enfrentar os desafios que se apresentam nos próximos anos, apostando em ferramentas de biotecnologia e tendo a inovação como fio condutor desse processo”, explica Raphaella Gomes, Head da Raízen Ventures.

Fórum Bioeconomia Brasil 2018: celebrando o pensamento de vanguarda

A premiação encerrou o Fórum Bioeconomia Brasil 2018, evento que teve a presença de diversas lideranças do setor. Palestrantes como o CEO da DSM, Maurício Adade, o Head de Inovação em Tecnologias Renováveis da Braskem, Mateus Lopes, e o Head de Desenvolvimento de Negócios de Biorrefinaria da Novozymes, Victor Uchoa, participaram da manhã de debates. Três principais temas foram abordados: “Construindo o Biofuturo”, “O Estado da Bioeconomia Avançada Brasileira” e o “Caso de Negócios da Biotecnologia Industrial”. Além disso, o Fórum contou com a contribuição do CEO da SpaceTime Labs, Juan Carlos Castilla-Rubio, que abriu as discussões falando sobre “Uma Revolução Industrial Inspirada pela Biologia”.

Essa foi a primeira edição do Fórum & Prêmio Brasil Bioeconomia 2018, que tem como objetivo incentivar o debate sobre a transição do atual modelo econômico para um mais inovador, inclusivo e sustentável. O evento foi patrocinado pela Amyris, Braskem, DSM e Novozymes, empresas que já trabalham com ferramentas da bioeconomia avançada no desenvolvimento de produtos que nos ajudam a entrar no Biofuturo, e teve apoio do CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

 

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